segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Fome

Não ter fome alimenta a forma com que se nutre aquilo que se passa.
Mas eu sinto que não tenho função quando não vejo você bem...

E, aí, me dá fome!
Fome desse seu desalento: quero devorá-lo num ímpeto de inconsciência, na tentativa de absorver essa angústia e destruí-la!
Sim... sem deixar migalhas ou sedimentos, que sobram na sombra sem qualquer sentido.

Mas, sempre tem o "mas"... e é o que mais me afeta.
Essa omissão, essa condição, esse... não dizer. É o que mais me afeta... talvez, pela falta.

Falta em mim o que outrora havia de sobra, havia sobrado.
Não imagino. Perdi. Deixei cair em algum lugar, debaixo da mesa ou na rua, atrás do sofá... sem perceber, quem sabe...
Quem sabe? Não sei...

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